Encontros · primeiro ciclo
Corpo Útero.
Anatomia simbólica, dança e processos de criação. Setembro a dezembro de 2026.
- Quando
- Segundas, 19h às 21h · 7 encontros
- Onde
- Naiá — dança e desenvolvimento humano
- Condução
- Natália Alleoni
O que é
Um percurso de investigação corporal e criação para mulheres.
Corpo Útero nasce do encontro entre dança, anatomia simbólica, sensibilização do corpo e processos de criação. Ao longo de sete encontros, cada mulher será convidada a aproximar-se do próprio corpo como um território sensível, atravessado por experiências, memórias, afetos, imagens, desejos, símbolos e transformações.
A anatomia simbólica é um dos eixos centrais desse percurso. Não se trata do estudo da anatomia em seu sentido científico ou fisiológico: partimos de diferentes regiões do corpo como territórios de investigação do campo simbólico, subjetivo, imagético, lúdico e expressivo de cada mulher.
Um pé pode encontrar raízes. Uma coluna pode prolongar-se em uma cauda. Das escápulas podem nascer asas. Da cabeça podem surgir cabelos, tranças, chifres, coroas ou outras extensões imaginárias. Não porque essas imagens possuam significados universais, mas porque o corpo, quando colocado em estado de investigação e criação, pode produzir sua própria linguagem simbólica.
Interessa-nos aquilo que emerge da experiência: sensações, imagens, memórias, modelagens corporais, gestos, movimentos, paisagens internas e sentidos que muitas vezes aparecem no corpo antes mesmo de encontrarem palavras.
Corpo Útero não pretende explicar o corpo. Pretende escutá-lo, imaginá-lo, movimentá-lo e permitir que ele produza imagens de si.
Aqui, a imagem do útero não define o feminino pela biologia nem se restringe à maternidade. Útero é compreendido como campo simbólico de gestação: espaço capaz de acolher, conter, transformar e dar forma àquilo que ainda está em processo. Gestar uma imagem. Um movimento. Uma pergunta. Uma criação. Uma mudança. Uma nova percepção de si.
Como a pesquisa acontece
A dança será o principal território de investigação, em diálogo com práticas de sensibilização e percepção corporal, improvisação, modelagens corporais e processos de criação.
Ao longo dos encontros, outras linguagens poderão atravessar a experiência: desenho, escrita, cartografias corporais, tecidos, objetos, imagens, vestimentas e adornos.
Cada participante construirá progressivamente uma cartografia simbólica do próprio corpo, registrando imagens, palavras, movimentos, sensações, símbolos e descobertas surgidas durante o percurso.
Entre um encontro e outro, pequenas proposições poderão ser oferecidas para que a investigação continue reverberando na vida cotidiana. O intervalo também faz parte da gestação.



Os encontros
- 21/09
Abertura · o corpo como território
Um primeiro encontro para chegar, sensibilizar e reconhecer o corpo que inicia essa travessia. Antes de percorrermos regiões específicas, investigaremos o corpo como paisagem: suas imagens, marcas, sensações, memórias, forças, silêncios, movimentos e modos de ocupar o espaço. Será também o início das cartografias corporais que acompanharão todo o percurso.
- 05/10
Sustentação · pés, pernas, joelhos e quadris
Investigaremos nossas bases e aquilo que simbolicamente pode nascer delas. Chão, peso, apoio, deslocamento, impulso, direção e sustentação atravessam a experiência, abrindo espaço para imagens e extensões simbólicas que possam emergir: raízes, caminhos, patas, cascos ou tantas outras formas produzidas pela experiência singular de cada corpo.
- 19/10
Gestação · bacia, ventre, umbigo e centro
Chegamos ao coração simbólico do Corpo Útero. Bacia, ventre, umbigo e centro do corpo tornam-se territórios de investigação de imagens, memórias, desejos, sensações e potência criativa. Gestar, aqui, não significa necessariamente gerar um filho: interessa-nos a capacidade de gestar vida em seu sentido amplo — movimentos, obras, ideias, escolhas, transformações e novas formas de existir.
- 09/11
Eixo e expansão · coluna, peito, escápulas, braços e mãos
Investigaremos eixo, abertura, proteção, alcance e relação. A partir da experiência corporal, poderão surgir prolongamentos e modelagens simbólicas: caudas, asas, galhos e outras imagens capazes de transformar nossa percepção e nossa dança. Braços e mãos também aparecem como territórios de relação: aquilo que alcança, oferece, recebe, afasta, protege, toca e cria.
- 23/11
Expressão e imagem · garganta, rosto, cabeça e extensões simbólicas
Um encontro dedicado à expressão, ao olhar, à presença e às imagens que prolongam o corpo. Cabelos, tranças, chifres, coroas, véus, adornos e outras extensões simbólicas poderão integrar a pesquisa, não como significados previamente estabelecidos, mas como imagens que emergem da experiência de cada mulher. Retomaremos também as cartografias e os materiais acumulados durante o percurso.
- 30/11
Integração e composição · o corpo que foi gestado
Depois de percorrer diferentes territórios, retornaremos ao corpo inteiro. Movimentos, imagens, palavras, cartografias, objetos, tecidos, vestimentas, adornos e símbolos produzidos durante o percurso poderão tornar-se matéria de composição. Não existe a obrigação de chegar a uma obra acabada: interessa-nos perceber o que permaneceu, o que se transformou e aquilo que, depois de gestado, deseja nascer como criação.
- 07/12
Compartilhamento de processo
O último encontro será dedicado ao compartilhamento daquilo que nasceu durante a travessia. Não se trata necessariamente de uma apresentação ou espetáculo: o formato será construído a partir do próprio processo do grupo e poderá reunir dança, pequenas composições, cartografias, imagens, textos, objetos, vestimentas e instalações. Mais do que apresentar um resultado, interessa-nos criar um espaço de testemunho e passagem.
Para quem é
Não é preciso saber dançar.
- Mulheres que desejam aprofundar a relação com o próprio corpo pela dança, pela anatomia simbólica e pela criação.
- Artistas, bailarinas, atrizes, educadoras, psicólogas, terapeutas e profissionais do corpo, da arte, da educação e do desenvolvimento humano.
- Mulheres atravessando momentos de transformação, passagem, reencontro ou reconstrução da própria identidade.
- Mulheres que desejam recuperar espaços de expressão, criatividade e escuta de si.
- Mães que, atravessadas pelas transformações da maternidade, desejam reencontrar outras dimensões de si para além do maternar.
É preciso apenas haver disponibilidade para investigar, imaginar, mover-se, criar e descobrir outras imagens possíveis de si mesma. Não é necessário ter experiência prévia em dança ou formação artística.

Datas e investimento
Primeiro ciclo · 7 encontros presenciais
Segundas-feiras, das 19h às 21h
- 21 de setembro
- 05 e 19 de outubro
- 09, 23 e 30 de novembro
- 07 de dezembro — compartilhamento de processo
Investimento inaugural
R$ 620
R$ 620 à vista ou em até 4x de R$ 160.
Local: Naiá — dança e desenvolvimento humano. Vagas limitadas: a inscrição é confirmada por ordem de chegada.
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Faça sua inscrição
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Condução
Natália Alleoni
- Instrutora e formadora do sistema Río Abierto
- Doutora em Artes da Cena — Unicamp
- Criadora da Dança Integrativa
- Fundadora do Naiá — dança e desenvolvimento humano
